36 anos depois, Julia Roberts reflete sobre o enredo controverso de “Pretty Woman”

Julia Roberts e Richard Gere em Pretty Woman - reprodução

Em recente entrevista, Julia Roberts falou sobre “Pretty Woman” e, como 36 anos depois, a visão dela e do público sobre o filme pode ter mudado.

Em 1990, Julia Roberts alcançou fama mundial ao estrelar, ao lado de Richard Gere, “Pretty Woman”, uma das comédias românticas de maior sucesso de todos os tempos.

No filme dirigido pelo falecido Garry Marshall, Roberts interpreta Vivian Ward, uma acompanhante que tem a vida transformada por um rico empresário vivido por Gere; o papel rendeu à atriz sua primeira indicação ao Oscar.

Agora, 36 anos depois do lançamento de “Pretty Woman”, Roberts, em uma entrevista recente ao Deadline, refletiu sobre como os espectadores modernos poderiam ver a história de forma bem diferente hoje em dia.

Ao ser questionada se faria o filme novamente, Roberts, de 58 anos, respondeu que com sua idade e experiência, não seria possível interpretar a inocência e ingenuidade que sua personagem exibia em “Pretty Woman”.

Roberts e Gere em Pretty Woman - reprodução

“Ah, é impossível. Eu tenho tantos anos de peso do mundo dentro de mim agora que não conseguiria levitar em um filme como aquele, né?”, disse ela.

“Quer dizer, não o peso do mundo, tipo, negativo, mas todas as coisas que aprendemos, todas as coisas que guardamos no bolso ao longo do caminho. Seria impossível interpretar alguém que fosse realmente inocente, de certa forma. Quer dizer, é engraçado dizer isso sobre uma acompanhante, mas acho que havia uma inocência nela, uma espécie de… acho que é só coisa de jovem”.

Sobre como o romance seria visto pelos espectadores atualmente, Roberts refletiu que, naturalmente as perpectivas em relação à história seriam completamente diferentes.

“Bem, acho que sempre que há uma grande passagem de tempo e mudanças culturais…”, disse a atriz. “Pense em todos os filmes e peças dos anos 20, 30 e 40 — você olharia para eles agora e pensaria: ‘Como as pessoas diziam e faziam essas coisas?’”, para exemplificar o que estava dizendo, Roberts falou sobre “Gone With the Wind”.

“Acho que essas são as escolhas que fazemos como artistas, como apreciadores de arte e pessoas que amam ler livros e ir ao teatro e, sim, os tempos mudam, as pessoas mudam, as ideias mudam”, concluiu.

Imagens: reprodução Touchstone. Este conteúdo foi criado com a ajuda da IA e revisado pela equipe editorial.

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